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O vício de não fazer nada

Chego em casa nas minhas folgas e, quando percebo, já estou no automático. Celular na mão. Rolando feed. Instagram. TikTok. Facebook. Um vídeo atrás do outro. Não é que eu queira estar ali. Quando vejo, já estou.

Criado em 15/02/2026

Atualizado 15/02/2026

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Eu já larguei o cigarro. Já larguei a maconha. Mas recentemente percebi que talvez eu ainda esteja preso a um vício — só que um mais silencioso. O vício de não fazer nada.

Chego em casa nas minhas folgas e, quando percebo, já estou no automático. Celular na mão. Rolando feed. Instagram. TikTok. Facebook. Um vídeo atrás do outro. Não é que eu queira estar ali. Quando vejo, já estou.

Às vezes ainda crio coragem para correr ou ir à academia. Mas estudar? Aprender JavaScript? Evoluir no desenvolvimento web que eu mesmo escolhi seguir? Parece que a energia some. E isso me incomoda. Eu moro sozinho. Tenho 28 anos. Não namoro porque sinto que ainda não estou financeiramente onde gostaria de estar. Então muitas vezes fico só. E o celular vira companhia.

Mas companhia vazia. Eu já tive vícios mais visíveis. Cigarro. Maconha. E consegui largar. Agora parece que troquei por algo socialmente aceitável: rolar tela sem parar. O pior é que é automático. Quando percebo, já estou com o celular na mão. Então decidi fazer um teste: ficar uma semana sem Instagram, TikTok e Facebook.

Não sei no que vai dar. Mas sei que continuar do jeito que estava não estava funcionando. Talvez o problema não seja falta de motivação. Talvez seja excesso de distração. Talvez eu não esteja desmotivado. Talvez eu esteja dopado.

Se você também sente que quer fazer mais, mas acaba fazendo menos… talvez não seja preguiça. Talvez seja só um cérebro cansado de estímulos fáceis. Essa semana é meu experimento. Não para virar super produtivo. Mas para tentar recuperar o controle. Vamos ver o que acontece.

O vício de não fazer nada